Interpretação de gráficos de barras na educação de jovens e adultos

Palavras-chave: educação de jovens e adultos; estatística; interpretação de gráficos.

Resumo

Ler e interpretar gráficos constituem habilidades importantes para o letramento estatístico do adulto. Sendo assim, o objetivo deste estudo é analisar os avanços e as dificuldades de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental da educação de jovens e adultos (EJA) na interpretação de gráficos de barras antes e depois de serem submetidos à realização de quatro intervenções pedagógicas distintas. Situados no recorte da pesquisa de doutorado que investigou as relações entre interpretar e construir gráficos de barras, aprofundamos a compreensão das relações entre essas duas atividades e evidenciamos, neste artigo, os resultados encontrados ao se analisar essas tarefas desenvolvidas por estudantes da EJA. O estudo envolveu pré-teste, intervenção e pós-teste. O teste aplicado no pré-teste e no pós-teste foi o mesmo e solicitou a interpretação de gráficos de barras. As quatro intervenções pedagógicas envolveram duas seções de construção (G1), duas seções de interpretação (G2), uma seção de interpretação seguida de construção (G3) e uma seção de construção seguida de interpretação (G4). Os resultados do pós-teste indicaram desempenho significativamente melhor em todos os grupos na leitura dos dados, na leitura entre os dados e na leitura para além dos dados, entretanto, dificuldades nas questões de comparação se mostraram persistentes. Não foram observadas diferenças significativas por grupo de intervenção, contudo, os resultados do G2 foram melhores que os dos demais grupos. Conclui-se que intervir apenas com atividades de interpretação contribuiu para a compreensão de gráficos de maneira mais forte, entretanto, intervir apenas com atividades de construção, articulando interpretação e construção, também favorece o desenvolvimento das habilidades interpretativas em gráficos de barras.

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Biografia do Autor

Izauriana Borges Lima, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, Pernambuco, Brasil.

Doutora em Educação Matemática e Tecnológica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, Pernambuco, Brasil. 

Ana Coêlho Vieira Selva, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, Pernambuco, Brasil.

Doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Oxford Brookes University. Recife, Pernambuco, Brasil e Oxford, Inglaterra, Reino Unido.

 

Publicado
28-04-2021
Seção
Estudos