Autismo na escola: da construção social estigmatizante ao reconhecimento como condição humana

Palavras-chave: autismo, condição humana, construção social do autismo, escuta educativa.

Resumo

Este artigo, de natureza teórica, apresenta argumentos que corroboram o reconhecimento do autismo como condição humana em contraposição à sua representação como um conjunto de déficits estigmatizantes. Para tanto, reúne fundamentos nos estudos sobre a condição humana e o pensamento alargado de Hannah Arendt; as apreciações acerca de comunicação entre diferenças e justiça social que emergem da obra de Iris Young; a perspectiva relacional e humanizante presente na obra de Paulo Freire; e a compreensão de dentro do próprio autismo apresentada por Temple Grandin. Constata-se que colocar em prática uma escuta educativa, implicada em compreender o autismo como condição humana, tanto quanto a análise – crítica, constante e conjunta – de discursos que negam a capacidade de pessoas autistas de participar em condições de igualdade da vida social, cultural e política, pode consolidar o verdadeiro encontro, aprendizado e crescimento humano na pluralidade.

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Biografia do Autor

Régia Vidal Santos, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE/SP). São Paulo. São Paulo. Brasil

Doutora em Educação pela Universidade Nove de Julho (Uninove). São Paulo, São Paulo, Brasil.

Eunice Macedo, Universidade do Porto (U.P). Porto, Portugal.

Doutora em Ciências da Educação pela Universidade do Porto (U.Porto). Porto, Portugal.

Jason Ferreira Mafra, Universidade Nove de Julho (Uninove). São Paulo, São Paulo, Brasil.

 Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, São Paulo, Brasil

 

 

 

 

Publicado
22-08-2022
Seção
Estudos